Fotos Exposição de Bicicletas Antigas no Shopping Via Catarina em Palhoça-SC de 01 à 24 de junho de 2012.
Exposição de Bicicletas Antigas no Shopping Ideal
Fotos da Exposição de Bicicletas Antigas no Shopping Ideal em São José-SC entre os dias 01/09/2011 e 30/09/2012.
Exposição de Bicicletas Antigas no Shopping Ideal

De 01/09 à 30/09 – Exposição de Bicicletas Antigas do Colecionador/Restaurador Helio Becker no Shopping Ideal em Barreiros – São José.
Bicicletas Antigas no Jornal Notícias do Dia
Bicicletas centenárias são relíquias de colecionador em São José
Relíquias ajudam a contar décadas de história de diversas partes do mundo
| Mariella Caldas @Mariella_ND São José |

No acervo centenário, há mais de cem unidades. As duas últimas aquisições têm dezenas de anos de vida, mas nas mãos de Becker estão a somente uma semana. A mais antiga é uma inglesa, da marca Philips (a mesma dos eletrônicos antes produzia bicicletas), fabricada em 1910. Praticamente a metade das bicicletas está restaurada, mas muitas ainda aguardam a chegada de peças que, na maioria das vezes, são importadas.
Há cerca de oito anos, Becker comprou sua primeira bicicleta usada em um ferro velho e começou a restaurá-la. O passatempo se tornou um vício. “Fico madrugadas inteiras na oficina trabalhando”, comenta, junto do seu fiel amigo, Tigrão, um cachorro pitbull que o acompanha pelo quintal enquanto realiza as melhorias nas bicicletas. “Ele (Tigrão), anda pelo depósito com cuidado, passa no meio das bicicletas, mas sequer encosta nelas”, brinca.

Características únicas
Unidades fabricadas na Suíça, Alemanha, França, Itália e no Brasil estão na casa de Becker. Entre as marcas mais famosas, é possível encontrar Wanderer, Philips, Mercswiss, Centrum, Bianki, Peugeot, Oxford e as inesquecíveis Monark, Monareta e Caloi. Algumas chegam a pesar 20 quilos, mas segundo o colecionador Hélio Becker, são as mais confortáveis para pedalar.
A ideia da restauração foi surgindo aos poucos. Cada bicicleta pode demorar até seis meses para ficar pronta, tudo depende da rapidez para encontrar a peça que falta. Há unidades que o colecionador adquire em ferros velhos por R$ 200, mas investe cerca de R$ 2 mil para deixá-la novinha. Pesquisando na internet, livros e revistas, Becker encontra as histórias de cada modelo e estuda para restaurá-las, como se recém tivessem saído da fábrica.
Na oficina que ele próprio montou, tem todo o tipo de ferramenta. Ele, que aprendeu a manuseá-los sozinho, diz que não há preço que o faça vender algumas de suas relíquias. “Não restauro bicicleta para fora, todas são minhas. Já rejeitei R$ 10 mil em uma unidade inglesa”, conta.

Manutenção permanente
Diariamente, Hélio Becker elege uma bicicleta para passear e observar como a antiguidade está rodando. “Tenho tudo organizado para não sair duas vezes com a mesma bicicleta em um curto espaço de tempo. Assim, consigo cuidar de todas”, explica, sem deixar escapar uma de suas preferências, uma Wanderer 1920 que pertenceu ao exército alemão.
Até a segunda metade do século passado, as bicicletas eram usadas para todo o tipo de locomoção, conta o colecionador. “Por isso, muitas tinham o farol como se fosse uma lamparina”, lembra.

Xodós do colecionador de bicicletas
-Wanderer 1970: usada pelo exército alemão. O farol é aceso via carbureto, uma pedra que provocava um gás e ilumina como uma lamparina
-Nymar 1952: criada em uma região da Suíça repleta de vales, a bicicleta recebeu uma manivela para ser levantada
-Philips 1910: robusta, com peças grosseiras e cheias de estilos. De cor preta, a italiana é a mais antiga do acervo

-Monark Brasiliana 1964: a primeira feita com peças brasileiras foi produzida em comemoração a construção de Brasília. A faixa vermelha representa as vidas perdidas, o adesivo da marca lembra os três poderes. O avião recorda o transporte dos materiais e as cores, azul e branca, fazem referência ao céu
-Mercswiss 1930: alemã, foi adquirida praticamente nova, sem desgaste no pedal e banco
-Centrum 1922: a sueca é considerada de luxo por conter detalhes em alto relevo nos varões de ferro que a formam. Se vendida hoje, poderia custar R$ 6 mil
-Monark Ipanema 1970: criada na época da música ‘Garota de Ipanema’, a relíquia foi estampada na capa do CD de Elis Regina
-Bianki 1930: uma italiana que foi a primeira bicicleta de corrida do mundo. Contém um pequeno tanque de óleo para lubrificar a correia, mas ainda não está completamente restaurada
Publicado em 09/07-10:07 por:
Mariella Caldas. Atualizado em 20/07-22:35


